Usos Medicinais e Energéticos da Ficária

A ficária, também conhecida como celidônia-menor é uma planta ainda muito desconhecida. O seu nome científico é Ficaria verna e é fácil de a identificar. As únicas plantas com que é mais semelhante (e por isso pode ser confundida) são algumas espécies de Ranunculus e a calta (Caltha palustris). A grande diferença mora nas folhas, flores e no facto da ficária ser uma espécie de crescimento mais rasteiro e só a encontrarás em locais húmidos.

As folhas são mesmo uma das partes mais distintivas da Ficária verna. Elas são grandes, em forma de coração, com bordas dentadas. A parte de cima da folha costuma ser verde escura brilhante e, a parte de baixo, meia acizentada ou esbranquiçada. As flores são pequenas e delicadas, com (normalmente) desde 8 a 12 pétalas amarelas brilhantes que se abrem em uma forma radiante, criando uma bela aparência de uma estrela.

Ela é considerada uma planta tóxica que pode ter fortes consequências se ingerida como vómitos, dor abdominal aguda, diarreia, tonturas e, se consumida em maiores quantidades, até convulsões. Embora não seja algo tão comum, há relatos de casos que, só de contactar com a ficária, surgem irritações na pele, como vermelhidão e comichão.

Em muitas regiões, a ficária é consumida sempre com conhecimento e cuidado. Comem-se essencialmente as suas folhas e raízes. Há quem a utilize para lavagens de dentes, tratamentos de hemorróidas e para reduzir a inflamação no corpo. Já sabes que é necessário saberes exatamente como processar a ficária para que a sua utilização e consumo sejam seguros. É ingerida especialmente devido à sua alta concentração de vitamina C. Quanto mais velha a folha, mais toxinas contém e, portanto, algumas pessoas comem as folhas mais jovens cruas devido à menor presença das toxinas. Aconselho-te a não arriscares e, se a quiseres experimentar, a cozinhares. As suas folhas possuem um sabor bastante amargo e herbal e a sua raíz, quando cozinhada, um sabor semelhante ao arroz. Muita gente tempera-a para lhe dar um toque especial e torná-la mais saborosa.

Em algumas zonas do mundo, a ficária é considerada uma espécie invasora. A sua capacidade de se espalhar rapidamente, a sua alta taxa de reprodução, a sua adaptabilidade ao ambiente, a densidade do seu crescimento e a presença de poucos predadores naturais faz com que o seu crescimento seja considerado descontrolado. Em alguns lugares, tudo o que se vê no solo é ficária, não havendo espaço disponível para que outras espécies possam florescer. Energeticamente falando, a ficária possui uma vitalidade tremenda, o que lhe concede esta enorme resistência e capacidade de adaptação.

A ficária possui extraordinários usos energéticos e é essencialmente com essa finalidade que a uso. Extremamente compatível com o chakra sacro (2º chakra) consegue equilibrar o elemento água em todo o corpo energético, ajudando a estabilizar pensamentos e emoções. É especialmente útil em casos de transtornos psicológicos ou depressões. Ajuda bastante em processos de luto, trabalhando o desapego e a fluidez.

A parte mais utilizada da ficária para trabalhos energéticos são as suas flores e, se necessária uma maior quantidade da planta, as folhas. Na magia ancestral, as flores secavam-se sempre pois acreditavam que ao reduzir a toxicidade da planta, também aumentariam o seu potencial luminoso. Também era vista como símbolo de renovação, resistência, persistência e renascimento.

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